Surgiu agora em Portugal uma iniciativa privada que vai investir 15 milhões de euros em projectos de infra-estruturas e serviços para naturistas, a chegar ao público em menos de um ano, na Primavera de 2011.

Tudo teve início há três anos e tem vindo a ser trabalhado por um empresário português, com grande visão inovadora mas um pefil discreto que não pretende ser exposto, para já, às luzes de ribalta da comunicação social (o que promete fazer quando inaugurar o primeiro (empreendimento), mas que tem desenvolvido planos concretos de planeamento, organização e, sobretudo, relações para a viabilização dos seus intentos, tanto com o poder autárquico das zonas em questão como com o Turismo de Portugal.
Isto deve-se também, explicou-me, a evitar a especulação. Uma notícia das suas intenções saida no Correio da Manhã e que foi apenas um “levantar do véu” quanto ao que se avizinhava, numa ocasião em que estava a negociar um primeiro terreno na Costa Oeste, fez o proprietário subir o preço para o dobro de um dia para o outro.
NAZARÉ, COSTA OESTE
A ideia inicial apontava para perto da Praia do Salgado, mas a Câmara da Nazaré revelou que existia um problema de natureza geológica que custava 1,7 milhões de euros a resolver, pelo que se apontou para outro local.
Vai, portanto, nascer junto à praia, entre a Nazaré e S. Pedro de Moel, com uma área de 70.000 m2.
O projecto consiste num aldeamento turístico inteiramente ajardinado, composto por 60 vivendas em pré-fabricado, T1, T2 e T3, completamente independentes.
Será um condomínio fechado, com Supermercado, piscina, restaurane, salão de jogos, bar salão de estética,lavandaria, clube de saúde, sauna, banho turco, jacuzzi, campo de ténis e um campo desportivo polivalente, para basquete, futebol, etc, com marcações adequadas às modalidades.
Vai ter duas piscinas exteriores de água salgada e uma zona de segurança que conduz à praia, contígua ao empreendimento.
Cada vivenda tem o seu próprio local de estacionamento e um jardim privado.
Pronto para avançar, o projecto é já do conhecimento do presidente da autarquia local, com quem tudo tem sido devidamente coordenado.
A abertura está prevista para a Primavera (Abril-Maio) de 2011.
ALGARVE, COSTA VICENTINA
O nascer do projecto apontava para dois empreendimentos na margem sul, um na zona do Meco, outro na costa vicentina. Surgiu, porém, a possibilidade de obter um terreno maior mais a sul e optou-se pela solução de, ao invés de construir dois aldeamentos semelhantes ao da Nazaré, fazer apenas um, mas de grandes dimensões.
Vai situar-se já no Algarve, mas na Costa Vicentina, perto do Alentejo.
O condomíno terá uma área total de 400.000 m2 e está projectado com as mesmas características e infra-estruturas do da Nazaré, mas com um mínimo de 120 vivendas.
Tal como o primeiro, terá um acesso direto à praia.
O prazo de inaguação está previsto para um ano depois do primeiro, na Primavera de 2012.
TIPO DE TURISMO
A exploração turística de ambos os empreendimentos será feita como é normal em todos os aldeamentos do tipo, por aluguer das casas pelo tempo pretendido, com acesso a todas as facilidades do condomínio.
Não vai ter espaço para campismo ou caravanismo, será exclusivamente para ocupação das vivendas.
Em ambos os casos, 30 a 50% das unidades de habitação serão colocadas no mercado e vendidas a proprietários privados, que as poderão ceder, para além dos seus próprios tempos de férias, paraaluguer a turistas, processo gerido pelo empreendimento.
Será mantida a privacidade quanto às identidades dos proprietários e estima-se que o custo médio de um T2 ronde os 70/80 mil euros.
Neste momento estão já quatro vivendas reservadas por compradores interessados, no complexo da Nazaré.
IMPLICAÇÕES SOCIAIS
Não estão feitos cálculos de rendibilidade dos projectos, dado que, face à imensa procura que este tipo de serviço tem nos mercados, principalmente no internacional, seja qual for o resultado que venha a apurar-se será sempre uma agradável surpresa.
Entre os dois projectos, vão ser criados até 170 novos postos de trabalho, com alguma contratação sazonal mas com quadros permanentes ao serviço da gestão dos aldeamentos, 12 meses por ano.
Prevê-se a existência de trabalho temporário na época alta para cerca de 35 empregados na Nazaré e 50 no Algarve, como reforço dos quadros permanentes de 35 funcionários no primeiro caso e 50 no segundo, que ali trabalharão a tempo inteiro.